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como as pessoas buscam no Google

Como as pessoas buscam: entendendo a intenção do usuário

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Antes no início do sistema de busca do Google que conhecemos hoje, o mecanismo de pesquisa dependia bastante de dados de textos e backlinks para estabelecer notas e classificações por meio de atualizações periódicas (conhecidas como A Dança do Google – Google Dance).

Desde então, a pesquisa do Google se tornou um produto inovador com uma infinidade de algoritmos projetados para promover conteúdo e trazer resultados que atendem às necessidades dos usuários.

Até certo ponto, SEO é um jogo de números. Nós nos concentramos em:

  • Posicionamento;
  • Volume de pesquisa;
  • Quantidade de tráfego orgânico;
  • Conversões dos termos relacionados.

Isso ocorre porque essas métricas são o que geralmente somos julgados como profissionais de SEO. Todo cliente deseja se classificar melhor e ver o tráfego orgânico aumentando e, por associação, leads e vendas também melhorarão.

Quando analisamos as palavras-chave de busca, existe a tendência e o apelo a seguir aquelas com os volumes de pesquisa mais altos, mas muito mais importante que o volume de pesquisa da palavra-chave é a intenção por trás disso.

Essa é uma parte essencial da equação que geralmente é ignorada quando o conteúdo é produzido; é ótimo que você queira classificar para um termo específico, mas o conteúdo deve não apenas ser relevante, mas também satisfazer a intenção do usuário.

Este artigo explicará não apenas as diferentes de categorizações da intenção de pesquisa, mas também como a intenção se relaciona com o conteúdo que produzimos e como os mecanismos de pesquisa lidam com essa intenção.

A analogia por trás da intenção de busca do usuário

Em 2006, um estudo realizado pela Universidade de Hong Kong descobriu que, no nível primário, a intenção de pesquisa pode ser segmentado em dois objetivos de busca. Uma na qual usuário esteja procurando especificamente as informações de localização relacionadas às palavras-chave que eles usaram ou segundo, que esteja procurando informações mais gerais sobre um tópico.

Uma generalização adicional pode ser feita e as intenções podem ser divididas em quão específico o usuário busca ou se é uma pesquisa exaustiva.

Usuários específicos têm uma intenção restrita de pesquisa e não se desviam disso, enquanto um usuário exaustivo pode ter um escopo mais amplo em torno de um tópico ou assuntos particulares.

Os motores de busca também estão avançando no entendimento das intenções de pesquisa, o Hummingbird , do Google, e o Korolyov, da Yandex, são apenas dois exemplos disso.

O Google e a intenção de pesquisa

intencao de pesquisa do usuario
Como funciona a intenção de pesquisa do usuário no Google.

Muitos estudos foram conduzidos para entender a intenção por trás de uma consulta de usuário na busca; e isso se reflete nos tipos de resultados que o Google exibe.

Paul Haahr, do Google, fez uma ótima apresentação em 2016, analisando como o Google retorna resultados da perspectiva de um sistema de classificação.

Na apresentação que agora está privada, Haahr explica teorias básicas sobre como, caso um usuário esteja procurando por uma loja específica (por exemplo, Amazon), é mais provável que esteja procurando a loja mais próxima da Amazon, não a sede da marca da Nike.

As Diretrizes de classificação de qualidade de busca ecoam isso. A Seção 3 das diretrizes detalha as “Diretrizes de classificação de necessidades de busca” e como aplicá-las no conteúdo.

A escala varia de “atende totalmente” a “não atende” e possui sinalizadores para saber se o conteúdo é pornô, se é em idioma estrangeiro, não está carregando ou é perturbador / ofensivo.

Os avaliadores não apenas criticam os sites que exibem nos resultados da Web, mas também os SCRBs, também conhecidos como Rich Snippets, e outros recursos de pesquisa que aparecem além dos “10 links azuis”.

Uma das seções mais interessantes dessas diretrizes é 13.2.2, intitulada: Exemplos de consultas que não podem ter resultados completos.

Nesta seção, o Google detalha que “Consultas com vários sentidos sem uma intenção clara do usuário ou uma interpretação dominante” não podem atingir uma classificação “atende plenamente” – comentada anteriormente da sesção 3 do texto de Paul Haahr, do Google.

O exemplo dado é a consulta [ADA], que pode ser a “American Diabetes Association”, a “American Dental Association” ou uma linguagem de programação criada em 1980.

Como não há interpretação dominante da Internet ou da consulta, nenhuma resposta definitiva pode ser dada.

Por isso as vezes você busca algo e a sua pesquisa não bate com que o Google lhe mostra.

Leia também:

Consultas com vários significados

Devido à diversidade de idiomas, muitas consultas têm mais de um significado – por exemplo, [Apple] pode ser uma marca de bens de consumo ou uma fruta.

O Google lida com esse problema classificando a consulta por sua interpretação.

A interpretação da consulta pode ser usada para definir a intenção.

As interpretações de consulta são classificadas nas três áreas a seguir:

  • Interpretações dominantes:

A interpretação dominante é o que a maioria dos usuários quer dizer quando fazem uma busca específica.

Os avaliadores do Google são informados explicitamente que a interpretação dominante deve ser clara, ainda mais depois de mais pesquisas online.

  • Interpretações Comuns:

Qualquer consulta pode ter várias interpretações comuns. O exemplo dado pelo Google em suas diretrizes é [mercúrio] – que pode significar o planeta ou o elemento.

Nesse caso, o Google não pode fornecer um resultado que atenda plenamente à intenção de pesquisa de um usuário, mas produz resultados que variam na interpretação e na intenção (no intuito de cobrir todas as bases de perguntas e respostas).

  • Interpretações Menores:

Muitas consultas também terão interpretações menos comuns e, geralmente, dependem da localidade.

Do – Know – Go

Do, Know, Go é um conceito em que as consultas de pesquisa podem ser segmentadas em três categorias: Do, Know e Go. Essas classificações determinam, em certa medida, o tipo de resultado que o Google entrega a seus usuários.

Do (consultas transacionais)

Quando um usuário realiza uma consulta que indica “fazer”, ele está buscando realizar uma ação específica, como comprar um produto ou reservar um serviço. Estas buscas são importantes para sites de comércio eletrônico, por exemplo, onde um usuário pode estar procurando uma marca ou item específico.

As consultas de dispositivos de ação também são uma forma de consulta e estão se tornando cada vez mais importantes, devido à maneira como interagimos com nossos smartphones e outras tecnologias.

Há dez anos, a Apple lançou o primeiro iPhone, que mudou nosso relacionamento com nossos dispositivos portáteis.

O smartphone significava mais do que apenas um telefone, abriu nosso acesso à Internet de uma maneira simples em qualquer lugar.

Obviamente, antes do iPhone, tínhamos 1g, 2g e WAP – mas foi realmente a tecnologia 3G que surgiram por volta de 2003 e o nascimento de widgets e aplicativos que mudaram nossos comportamentos.

Consultas de ação do dispositivo e pesquisa para celular

A pesquisa para dispositivos móveis superou a pesquisa em computadores em todo o mundo em maio de 2015 na grande maioria das buscas. De fato, um estudo recente indica que 57% do tráfego provém de dispositivos móveis e tablets.

O Google também mudou com o tempo – as duas atualizações compatíveis com dispositivos móveis e o iminente primeiro índice móvel são indicadores óbvios disso.

O aumento da acessibilidade à Internet também significa que somos capazes de realizar pesquisas com mais frequência com base em eventos em tempo real.

Como resultado, o Google estima atualmente que 15% das consultas que ele realiza diariamente são novas e nunca foram vistas antes.

Isso se deve em parte à nova acessibilidade que o mundo possui e às crescentes taxas de acesso de smartphones e internet sendo vistas globalmente.

Segundo a comScore, os dispositivos móveis estão ganhando cada vez mais importância não apenas na maneira como pesquisamos, mas na forma como interagimos com a esfera on-line.

Em vários países, incluindo Brasil, Estados Unidos, Reino Unido, Brasil, Canadá, China e Índia, mais de 60% do tempo gasto on-line é por meio de um dispositivo móvel.

Um entendimento importante da pesquisa para celular é que os usuários também podem não atender às suas consultas por meio deste dispositivo.

Na nossa experiência, trabalhando em várias vertentes do SEO, muitas consultas de pesquisa para dispositivos móveis tendem a se concentrar mais em pesquisas e informações, passando para computadores ou tablets posteriormente para concluir uma compra.

De acordo com as Diretrizes de classificação de qualidade de pesquisa do Google:

Como os telefones celulares podem ser difíceis de usar, os SCRBs (Rich Snippets) podem ajudar os usuários de smartphones a realizarem suas tarefas muito rapidamente, especialmente para determinadas consultas “Conheça o que é simples, visite pessoalmente e faça”.

O celular também é uma grande parte das diretrizes de qualidade de pesquisa do Google, com a totalidade da seção dois dedicada a ele – seção 2 do artigo de Paul Haahr.

Por que a pesquisa por voz é importante na pesquisa realizada através de smartphones?

Também na seção dois das diretrizes está uma frase importante, que nos ajuda a entender a relação que o Google vê entre a pesquisa por celular e por voz .

Se você não estiver familiarizado com comandos de voz, ações do dispositivo ou recursos do telefone, reserve um tempo para experimentar em um celular. Por exemplo, você pode tentar alguns desses comandos de voz…

Os assistentes virtuais evoluíram desde o Microsoft Paperclip.

Conversar com seu telefone ou dispositivo pequeno no canto do seu quarto está rapidamente se tornando a norma.

Essa evolução veio acompanhada do aumento de chegada dos dispositivos e das tecnologias dos novos smartphones, à medida que os dispositivos Echo e Google Home preenchem nossas casas.

Como “Saber”? (consultas informativas)

Uma consulta “saber” é uma consulta informativa, na qual o usuário deseja aprender sobre um assunto específico.

As consultas de conhecimento estão intimamente ligadas aos micromomentos.

Em setembro de 2015, o Google lançou um guia para micro-momentos, que estão acontecendo devido ao aumento da entrada de smartphones e da acessibilidade à Internet.

Os micromomentos ocorrem quando um usuário precisa atender a uma consulta específica de vez em quando, e geralmente carregam um fator de tempo, como verificar os horários dos trens ou os preços das ações.

Como os usuários agora podem acessar a Internet onde e quando quiserem, existe a expectativa de que marcas e informações em tempo real também estejam acessíveis, onde e quando necessitarem.

Os micro-momentos também estão evoluindo.

As consultas de conhecimento podem variar entre perguntas simples (quantos anos tem Sílvio Santos) a consultas muito mais amplas e complexas que nem sempre têm uma resposta simples – ou se quer tem uma resposta.

As consultas de conhecimento são quase sempre informativas por intenção.

As consultas de conhecimento / informações não são de natureza comercial ou transacional. Embora possa haver um aspecto da pesquisa de produto, o usuário ainda não está no estágio de transferência.

Uma consulta informativa pura pode variar de [quanto tempo leva para dirigir até São Paulo] e [quando Lula será preso novamente]. Até certo ponto, elas não são vistas com a mesma importância que as consultas diretamente transacionais ou comerciais – especialmente no site de comércio eletrônico; mas eles fornecem valor ao usuário, algo que o Google procura.

Por exemplo, se um usuário deseja sair de férias, ele pode começar pesquisando [férias de inverno no Canadá] e depois restringir-se a destinos específicos.

Os usuários pesquisam mais o destino e, se o site estiver fornecendo as informações que eles estão procurando, é possível que eles também consultem este site.

Posição zero

Rich snippets e blocos de resultados de conteúdo especial (ou seja, snippets em destaque) já fazem parte do SEO há algum tempo, e sabemos que aparecer em uma área de SCRB pode direcionar grandes volumes de tráfego para o seu site.

Por outro lado, aparecer na posição zero pode significar que um usuário não acessará seu site, o que significa que você não obterá o tráfego e a chance de fazê-lo explorar o site ou contar para impressões de anúncios.

Dito isto, aparecer nessas posições é poderoso em termos de taxa de cliques e pode ser uma ótima oportunidade para apresentar novos usuários à sua marca / site.

Ir (consultas de navegação)

As consultas “Ir” são normalmente consultas de marca ou entidade conhecida, nas quais um usuário procura acessar um site ou local específico.

Se um usuário estiver procurando especificamente pela Nike, respondê-lo com “Adidas” não atenderá às suas necessidades.

Da mesma forma, se você deseja classificar para um termo de marca de concorrente, você precisa fazer com que eles questionem: por que o Google mostraria o site deles quando o usuário está claramente procurando o concorrente.

Definir intenção é uma coisa, o usuário pode pensar em outra!

definir a intencao de busca do usuario
Fique sempre atento às possibilidades de busca dos seus leitores.

Por um longo tempo, a jornada do cliente é uma atividade básica no planejamento e desenvolvimento de campanhas de marketing e sites.

Embora seja importante mapear personas e planejar como os usuários navegam no site, é necessário entender como o usuário pesquisa e em que estágio de sua jornada ele está.

A palavra jornada geralmente gera conotações de um caminho reto e muitas jornadas básicas do usuário geralmente seguem o caminho da página de destino> formulário ou página inicial> página do produto> formulário.

Tomamos a conclusão de que os usuários sabem exatamente o que desejam fazer, mas a pesquisa por celular e por voz introduziu uma nova dinâmica em nossas vidas diárias, moldando nossas decisões cotidianas de uma maneira como nenhuma outra.

Esses micro-momentos questionam diretamente nossa compreensão da jornada do usuário.

Os usuários não pesquisam mais de uma única maneira e, devido ao modo como o Google se desenvolveu nos últimos anos, não há uma única página de resultados de pesquisa.

Podemos determinar o estágio em que o usuário está através dos resultados de pesquisa exibidos pelo Google e analisando dados proprietários do Google Search Console, das Ferramentas do Google para webmasters e da Yandex Metrica.

A intenção pode mudar, os resultados e a importância também podem!

Outra coisa importante a lembrar é que a intenção de pesquisa e os resultados exibidos pelo Google também podem mudar rapidamente.

Um exemplo disso foi o ataque Dyn DDoS ocorrido em outubro de 2016. Ao contrário de outros ataques DDoS anteriores, a cobertura da imprensa em torno do ataque Dyn era predominante – a Casa Branca chegou a divulgar um comunicado.

Antes do ataque, a busca por termos como [ddos] ou [dns] produzia resultados de empresas como Incapsula, Sucuri e Cloudflare.

Esses resultados foram todos técnicos e não são adequados para o novo público encontrado, descobrir e investigar esses termos.

O que antes era uma consulta com uma intenção comercial ou transacional rapidamente se tornou informativo. Nas 12 horas seguintes ao ataque, os resultados da pesquisa mudaram e se tornaram resultados de notícias e artigos de blog explicando como um ataque DDoS funciona.

É por isso que é importante otimizar não apenas as palavras-chave que geram tráfego de conversão, mas também aquelas que podem fornecer valor ao usuário e relevância tópica para o domínio.

Conclusão

Agora você já sabe como funcionam as pesquisas dos usuários e como encaixar na sua estratégia de SEO.

Esperamos poder ter ajudado com dicas diferenciadas e com simples entendimento.

Qualquer dúvida que você tiver, basta conversar conosco através dos comentários abaixo.

Ficaremos extremamente felizes em saber sua opinião sobre este assunto e como você vem aplicando seus conteúdos e palavras-chave.

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